José Rubens Siqueira

Fazemos uma ideia dissociada de cultura,

como se existisse a cultura de um lado e a vida de outro. Como se a verdadeira cultura não fosse um meio refinado de compreender e de exercer a vida.

Houve um tempo em que o artista reunia em si todas as faculdades de todas as ciências. Porque ciência e poesia são uma coisa só.

O dever do escritor, do poeta não é se encerrar numa revista, num texto, num livro, mas sim sair fora para sacudir, para atacar o espírito público. ... uma arte de sangue, uma arte em que cada obra consiga algum avanço corporalmente para aquele que cria, assim como para aquele que aprecia.

Além disso, não se aprecia, age-se. Na verdade, a arte é a gênese da criação.

E será feita.

 

Antonin Artaud (1896-1948)

Um poeta não pode dizer nada da poesia.

A poesia anda pelas ruas.

Não é abstração. É coisa real, existente. As coisas têm seu mistério e a poesia é o mistério das coisas.

O teatro é a poesia que se levanta do livro e se faz humana.

Fala e grita, chora e se desespera.

Neste momento dramático do mundo, o artista deve chorar e rir com seu povo.

Ao teatro dediquei muitas horas da minha vida. Não existe teatro velho, nem teatro novo, mas sim teatro bom e teatro mau.

Um povo que não ajuda e não fomenta o teatro, se não está morto, está morrendo.

Porque o teatro é um instrumento precioso para a criação de um país. Arte acima de tudo.

Arte excelsa.

 

Federico Garcia Lorca (1898-1936)

            Durante muito tempo resisti à ideia de um site pessoal porque me parecia um ato de vaidade, de cultura do ego e essa exposição pessoal me é penosa.

            Pouco a pouco, pessoas chegadas a mim, em quem confio, me convenceram que era como abrir a gaveta e disponibilizar meu trabalho às gerações mais jovens. Algumas vezes mencionei em classe que um velho professor abre sobre a mesa sua sacola de vivências para os alunos pegarem o que lhes for útil. Como no título excelente de Giani Ratto, A mochila do mascate.

            Acredito que “o artista é um servidor”, como diz Mário de Andrade e minha intenção aqui é continuar servindo com meu passado, presente e futuro.

         Quase todos os textos estão aqui apresentados em sua forma original, na ortografia da época em que foram criados, com correções, acréscimos e supressões feitos à mão. Alguns escritos há mais de 40 anos e as formas de sua produção narram uma história à parte: datilografados em máquina de escrever, mimeografados, xerografados, impressos em impressora matricial.

    

Todo material aqui disponibilizado está protegido pela lei de direitos autorais, originais depositados na Biblioteca Nacional. O uso por escolas e estudantes é livre. O uso profissional é sujeito a consulta ao autor. 

Este site foi elaborado por Paulo Carvalho e Malu Santiago, com o toque final de Patrícia Chequetti

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